Vela votiva e palmito
O palmito nao era mais que palma natural (ramo de palmeira) moldada, entrançada e encanastrada, que depois era enfeitada com flores de papel, pano ou de cera e fios de trena a volta. Embora pareçam ser de palha, não são, são ramos de palmeira seca que lhe dão ese aspecto.
A palma era benzida no Domingo de Ramos, tornando assim o palmito um simbolo cristão que anunciava a aproximação da Pascoa. Em algumas terras o palmito depois de benzido era oferecido pelo Mordomo da Cruz aos amigos e autoridades. Ja as Mordomas de Viana usavam o palmito em dias de grandes festividades, como simbolo religioso e sentimental.
A vela votiva era simbolo representativo da pureza da mulher, pureza essa que em outros tempos era exigida ás mordomas. São enfeitadas com papel metalizado e fio de trena, formando flores e silvas.
O uso da vela é uma tradição muito antiga, esta era oferecida a rapariga pela sua madrinha. E manda a tradição, que a mordoma deve segurar a vela votiva acessa durante a missa no dia da festa do Santo Patrono da sua terra, se por acaso a vela se apagasse era posta em causa a sua pureza. Há quem diga que depois da missa a vela era oferecida ao Santo em questão ou que a mordoma ainda a levava na procissão.